Eucalipto: por que a tese de longo prazo voltou a se mover
Contratos longos, demanda industrial constante e consolidação fundiária recolocam o eucalipto entre os ativos mais resilientes do agronegócio brasileiro.
A silvicultura de eucalipto trabalha com prazos que o mercado de curto prazo costuma ignorar: ciclos longos, contratos plurianuais e demanda industrial estável. É por esse perfil que ela atrai o investidor de longo prazo.
Nos últimos anos, dois movimentos recolocaram o eucalipto entre os ativos mais resilientes do agro brasileiro. O primeiro foi a consolidação dos contratos longos com a indústria de celulose e de carvão vegetal. O segundo foi o amadurecimento do manejo, com ganhos reais de produtividade por hectare.
Em mandatos recentes, vimos um perfil específico de comprador para esses ativos: investidores com horizonte longo, sem pressa e capazes de atravessar ciclos completos. Esse perfil ainda é minoritário no mercado, e é para ele que esses ativos fazem mais sentido.
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